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A cidade de Santos: amor ou ódio?

No começo do ano fui fazer um estudo cartográfico na cidade litorânea de Santos. A criticada cidade de Santos, de portos, mangues e ferrovias.. De praias, de prédios tortos, de pragas e de turistas... A exploração do homem, a cidade desenvolvida pela chegada dos navios e da ferrovia. E, a criticada cidade de Santos, que faz esquecer vez por outra sua beleza natural ou o seu conteúdo histórico. Praia por praia, na baixada, bairros precários e de classe. Cidades vizinhas tão iguais quanto. São Vicente e a periferia, a Praia Grande com falta de água, extensão imobiliária e poluição a dar com pau. Cubatão de graves acidentes, e de indústrias temperamentais... O entorno de Santos, e Santos propriamente dito: O que ninguém pode negar é o fato de que, não fosse ESSA cidade, onde estaria o desenvolvimento daquela pequena província chamada São Paulo de Piratininga? E a usina Henry Borden, que ao mesmo tempo que abastece a baixada, fornece energia elétrica pra certos pontos da capital? Tem toda a história do desenvolvimento. Promovendo modificações na nossa cultura. NEGAR a história de Santos é NEGAR a própria São Paulo. Toda cidade carece de perfeição, e as próprias falhas de Santos possuem em cada extensão uma história. Desde as vias férreas desativadas da Av. Francisco Glicério, na velha estação Ana Costa, até os canais para conter as ressacas marítimas. Os próprios canais NECESSÁRIOS possuem história de suprema importância para a cidade de Santos. Ao "pensar" no motivo da crítica é dar abertura para a quebra do preconceito. Mas se não houver o exercício da lógica desta crítica a esta tão explorada cidade, eu não consigo pensar em sequer uma desculpa para o ódio alimentado a esta cidade. Ao comparar Santos com as demais cidades litorâneas é negar que a principal cidade que ajudou as restantes a crescer foi a própria. Ao falar de praias, tentar lembrar que onde a civilização chegou, exterminou a possibilidade de 'não poluição'. Toda zona portuária obrigatoriamente possui poluição. A beira do cais, turistas, descargas, importação e exportação, transporte de navios, navios que trazem ou que levam sujeira ou biodiversidade... E daí? TODA zona portuária no mundo TODO é assim. Não há desculpa. Santos é, "ou ame-me ou deixe-me", mas com importância registrada. Abraçar a causa devido o futebol, além de não fazer o menor sentido e não dar margem pra argumentação, é também faltar com postura ética pra tradição local. A querida cidade de Santos, que colocou-nos onde estamos. Antes de odiar esta cidade, usando como desculpa apenas a poluição, é preciso construir razões plausíveis para tal. E em vista desse estudo eu consegui desenvolver o caminho certo pra minha pesquisa: cidades desenvolvidas em torno da ferrovia e do porto. O que seria daquela sua provinciana São Paulo de Piratininga, motivo de chacota, não fosse a capacidade de Santos de até hoje propiciar o desenvolvimento, e fazer essa capital servir de "vitrine" pra todo o mundo? Como diria meu professor Valério, de História Antiga e Medieval, "É a questão que fica posta." E mesmo posta, os que não conhecem não se enchem de coragem pra quebrar esse conhecimento do senso comum 'por cima' sobre praias, esquece que toda cidade tem uma história, e nega com seus pressupostos preconceituosos a própria história. Dizer que ama São Paulo e sua pátria é admitir ser conhecedor da própria cultura. Do contrário, dizer que ama, ou que odeia, sem explicações, não conhece nem a si mesmo.



Imagem Símbolo da bolsa do café, no porto de Santos. Este é outro motivo posto pelo desenvolvimento de São Paulo: a economia cafeicultora.
E um P.S.: Não estou coagindo ninguém a gostar da cidade. Só espero transmitir conhecimento através de minhas palavras. Porque não acho ético criticar algo sem fundamento. Porque parece que o historiador tem que se inibir, pra não sofrer os preconceitos impostos pela sociedade, já que nossas palavras são sempre mal interpretadas. É o tal do senso comum.

Escrito por Rachel Schroder às 12h20
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Avenida Paulista

Tenho aqui uma imagem salva do http://www.piratininga.org da Av. Paulista, quando no início só tinham árvores e mansões. Linda. A burguesia da época era Italiana e Árabe, na sua maioria, morando na Av. Paulista, sustentando essa linda vista.


Hoje temos apenas prédios e mais prédios, e se não me engano de mansões nada restou.
Esse é o primeiro Post sobre nossa história paulista.
Obrigada pela sua visita, ao ver a mudança do blog.


Escrito por Rachel Schroder às 18h43
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